Um casamento na Quinta da Taipa

Estava uma manhã para fotógrafo de casamento. Como são as manhãs de fotógrafos de casamentos? Bem, normalmente, pelo menos para mim, não deve estar um céu completamente limpo para não fazer uma luz dura de grande contraste que não é muito bom para quem vai fotografar, fundamentalmente, caras. E caras num casamento são caras bem dispostas, sorridentes, caras de quem está em celebração e festa. Se tiver uma luz mais suave, ganha o fotógrafo e ganham os fotografados.

Assim nessa manhã de fotógrafo de casamentos comecei com um noivo como de estar noivo em dia passar a marido dentro de poucas horas. Eufórico. Nem vale a pena gastar vocábulos que as fotografias são mesmo para isso ou não faria sentido o fotógrafo lá estar. Ficamos por aqui.

Uns quilómetros depois lá estava a Quinta da Taipas, ali para os lados de Alenquer, debaixo daquela luz que este fotógrafo de casamento gosta. Sol, mas sol macio. A noiva rodeada, qual princesa, de suas aias, cada uma com a sua função onde começa a ser preparada para celebração que se quer para sempre na memória e no coração. Se algum detalhe escapa o fotógrafo de casamento garante.

Depois começou tudo.

É dada a ordem de começar. Entra noivo, esfuziante, espera pela noiva que vem logo de seguida, contida, para um sim daqui a pouco onde todos desejam, porque os amam, que sejam felizes para sempre. É assim que deve ser. O resto está nas fotografias. Como eu gosto.

Texto e fotos: Fernando Colaço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Casamento e baptizado

Costumo dizer que a grande diferença entre a cobertura de um casamento com muitos convidados ou poucos está no cenário que estes possam proporcionar. Mais pessoas compõem mais o cenário. Mas o aproveitamento para fotografias não tem muita importância para mim. A prova está no casamento, com o baptizado da filha, da Susana e do Joaquim apenas com os familiares próximos e amigos mais chegados.

Fico, muitas vezes, espantado com as possibilidades fotográficas que um pequeno grupo de pessoas pode gerar. Com o princípio que me orienta que tem como base o noção que não sou eu que faço fotografias mas que me limito a apanhá-las, com, obviamente, a minha experiência, o meu equipamento e as possibilidades que admitem na reinterpretação do acontecimento. O que sei é que não fico com menos afã por ter para cobertura um evento mais sossegado.

Por outro lado, e apesar de ser completamente atraído pelas zonas de confusão que costumam ser muito sumarentas para fotografar, este lado calmo e familiar obriga, também, a um olhar pesquisador mais sereno para encontrar as essências, tal perfume mais raro. Eu gosto.

Texto e fotos: Fernando Colaço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Namorados e fotografia

Nesta altura qualquer fotógrafo de casamento passa alguma parte do seu tempo a rever o que fez no atrasado para planear o que virá. Nesse processo depara com trabalhos que o trabalho da época deixou já nos arquivos. Assim foi a sessão na Peninha, em Sintra, com a Isabel e do Renato.

Estava uma tarde daquelas que eu gosto para fotografar. O local, ás vezes difícil e zangado com tanto fotógrafo que o quer aproveitar, estava de feição, sem vento, sem frio e com aquela luz que faz correr máquinas fotográficas, e de filmar, atraídas por magias a levar para a cores e tons, a texturas e formas ou luzes passeadas entre árvores e líquenes, rochas e trepadeiras que atraem amantes do gosto de combinar tudo isso com o que podem e sabem fazer com as suas queridas câmaras e lentes e dar em fotografia.

Foi por tudo isso que lá fui e voltarei sempre que ventos, pouco amigos da arte de captar fotões brincalhões, em dia de descanso o permitam, porque todo o resto está sempre no ponto. Com sol ou sem ele, com nuvens ou nevoeiro, depois de chuva ou antes dela a Peninha será sempre cenário de fotógrafos de casamentos e de todos os outros.

Texto e fotos: Fernando Colaço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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