A importância das coisas simples na fotografia de casamento

Uma das principais perguntas que me pus, quando decidi fotografar casamento foi: como?. Como é que um fotógrafo de casamento deve apresentar o seu trabalho para, em primeiro lugar, agradar a quem o escolheu, em segundo lugar tê-lo feito de modo a que quem o levou consigo nesse dia para fotografar tenha, de facto, uma história e memória para mostrar a outros amanhã, e no tempo que há-de passar, e, quando os sentimentos, a memória ou a nostalgia levem a procurar de novo esse livro para mostrar que se construiu uma vida que aquele dia iniciou com muita importância para isso e, em terceiro lugar ter o autor das ditas fotografias a satisfação de ter, também, seguido o seu instinto, gosto, verdade e sabê-las resistentes ao passar do tempo.

Não é fácil conjugar esses elementos. Apenas o tempo nos vai dizendo que estamos certos ou que temos de mudar alguma coisa, que, como temperador de condimentos em prato para dia de festa, vamos ajustando o método, o olhar, o equipamento e, quase sem dar por isso, verificarmos que estamos a fazer melhor, que sabemos aproveitar melhor e, fundamentalmente estamos a agradar mais.

Da minha parte pareço ir, cada vez mais, ao encontro das coisas simples. A imagem reflectida no espelho, o que está para lá da porta entreaberta, o gesto de acertar uma gravata ou de colocar um brinco, o olhar de olhos nos olhos em frente do altar ou como aquele tufo de arbustos se pode transformar em nuvem algodoada como se abraçasse e bendissesse momento de amor importante para o bem estar do universo.

Assim, de forma simples… e bonita.

Texto e foto: Fernando Colaço

 

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