Até ao Cais das Colunas em Lisboa

Sou um fotógrafo de mão livre e se me perguntarem como deve ser a fotografia de casamento não sei o que responder. A coisa da mão livre quer apenas dizer que me sinto sempre a reagir ao fluir dos espaços e dos tempos que rodeiam os acontecimentos que tenho por bem fotografar. Quanto ao como ela deve ser é mais difícil, mas em tempos de trends e modas a mudarem a velocidades mais que formula 1 em circuito a puxar pelo acelerador, não me dou sequer à tentação de valorizar outra coisa que não seja, tal como na música, a boa fotografia independentemente do caixotinho onde possa estar acomodada.

Da minha parte não sei qual é o meu género. Vou chamá-lo descritivo com o desejo de o saber preservado no tempo. Quando tenho a grande responsabilidade de assumir a cobertura do dia de casamento de um casal tenho que meditar bem sobre o que é mais importante: se o meu gosto e prazer em construir uma imagem ou se o usufruto visual do cliente perante o que lhe entreguei. Esse dever pode, e deve, ser bem ponderado para que o meu umbigo não se sobreponha à sua expectativa.

Não digo com isto que gostava de fazer de outra maneira. Apenas que tendo como premissa o parágrafo anterior fui, como mestre de cozinha com os seus ingredientes, combinando as minhas características, os vários ambientes por que se passa nesse dia, as possibilidades das minhas máquinas fotográficas e lentes misturadas nas minhas mãos livres e encostadas aos meus olhos curiosos e,  como prato que se pretende delicioso, culminar  em fotos que entrego aos meus clientes que, espero, saborosas.

Foi nesse espírito que passei aquele fim de tarde com a Mónica e o António. Lisboa, a sempre bela, na Praça do Comércio e ruas circundantes não podiam ter servido de melhor suporte e carinhoso envolvimento para registo de solteiros em viagem de transformação visual para o que todos chamamos carinhosamente de fotografias. Foi um gosto muito grande ter participado na transformação na qual fui apenas um mero gestor de meios. Dizem-me que isso é ser fotógrafo e eu aceito.

Texto e Fotos: Fernando Colaço


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