The photographer as an artisan

THE WEDDING PHOTOGRAPHER SOUL

Since I was a child I had some skill to do objects with my hands but, at the same time, I had no patience do the repeated gesture. Some thing that I need to do more than three times in the motion, at the fourth I will fail it. I always felt well with the unknown, that not knowing what will come next.

So, going to another matter, that it seems to not have nothing with the last paragraph, but manage my way of doing things and make me go forward.

Precision machinery always fascinate me. Maybe because they complete my lack of accuracy in repetition. But the fascination with this machines it is not because them itself but how they were developed in a process of need and inventiveness to resolve the problems that man is always trying to surpass. From the pendulum of the weighing machine to the very complex offset printing machine, that force to built a monstrous machine to deal with precision and delicacy, necessary to print from a roller with stamp, just small part of ink that will print a piece of paper thinner than a hair and at the small untuned forgetfulness all the process will be ruined. However it will work for hours, will print a astounding quantity of impressions of paper. It could be, also, my photographic cameras with the complex electronic circuits and the very precise shutter blades that aloud me to make photos. But what fascinate me it is not the machine itself but what we can do with it as instruments of the human creativity.

However all those machines will never work fine if does not exist someone to drive them. Let’s back to the printing machine, at the factory, with several professionals working with it. This person control it, verify all the rolls, filters, caster and all the components that fine tune to the necessary quality print. But it is exactly this precision control that can do the diference between a very special finished job or… just a job. That is the human factor. Without him the offset printer it just a soulless thing that serve to print. And, among all those people working there, we always find someone that can do it in a very special manner. That is the Master.

The Master is a craft worker that know really how to do it well. And to do it well he, or her, need to have some skill that aloud him to understand the mysteries of the tools, the raw materials and put them together in the perfect running and build a masterpiece. That Master is, as I see it, the artisan. With my experience I never saw in a pottery, in a car repair shop, in a wind mill making flour, or in the most complex rockets to the moon nothing finished as a state of the art without the artisan. The Master artisan.

The Artisan with the knowledge that he is guardian and the love involved with the doing things bring, from the raw material to the finished piece, the  very special soul that those things, touched by him, which touch all of us. That is the Artisan soul. I wish that, with my wedding photographer craft, I was able to deliver, also, that kind of soul.

A ALMA DO FOTÓGRAFO DE CASAMENTO

Sempre tive dentro de mim, desde criança, o desejo de fazer coisas com as minhas mãos e nunca tive jeito para  gesto repetido. Qualquer coisa que tenha que fazer mais do que três vezes seguidas, de certeza, que à quarta não acerto. Sempre me senti bem lidando com o desconhecido, com o não saber o que vai sair a seguir.

Partindo para outro assunto que parece não ter nada com o parágrafo anterior, no entanto gere a minha maneira de fazer as coisas que faço, e fazer é o que me atira para a vida.

Sempre me fascinaram as máquinas pela sua capacidade de precisão, repetição e, de certo modo de fiabilidade. Mas o meu fascínio pelas máquinas , não o é pelas mesmas em si mas, antes, pela capacidade, inventividade e necessidade de resolver problemas do ser humano. Desde os pêndulos de uma balança ou a complexidade de uma máquina de impressão de off set, que obriga a construir um autentico monstro para poder lidar com  precisão e delicadeza necessária para tirar, de um rolo com um carimbo, só a tinta necessária para imprimir um papel tão fino que, se visto de perfil não é mais espesso do que um cabelo e, ao mínimo desacerto de pressão, borrará a carimbada ou amarrotará o papel. E, no entanto, funciona durante horas e para quantidades impressionantes de impressões. Cito só estes dois exemplos como poderia falar de um circuito integrado, da complexidade de um foguetão ou, ainda, das minhas queridas máquinas fotográficas. Tudo essas máquinas me fascinam não pelo que são em si mas porque foram produto da imaginação humana.

No entanto todas essas máquinas nunca, nunca funcionam bem sem o toque, a sensibilidade, o senti-las de alguém. Numa empresa gráfica existem vários impressores. Pessoas que controlam essas poderosas máquinas para impressão. Sem elas a máquina é apenas um emaranhado de rolos, filtros, rodízios, calhas e outros componentes destinados a transportar papel e tinta. O grande problema é que é exactamente na mistura dessa tinta, na proporção certa, que faz a boa impressão e o trabalho final. E aí, sem factor humano, a máquina é simplesmente uma coisa desalmada. Mas mesmo assim, existe sempre uma dessas pessoas que, por razões mágicas desconhecidas, a faz ser melhor máquina do que com outros. É o Mestre.

O, ou a Mestre é alguém que sabe fazer bem feito. E, para fazer bem feito tem, para dado objecto, uma sensibilidade especial para compreender as suas ferramentas, a sua matéria prima e fazer, ao juntá-las, a peça perfeita. É, a meu ver, o Artesão. Pelas experiências que já tive nunca vi, fosse numa olaria, numa linha de montagem de uma fábrica, numa oficina de reparação de automóveis, de relógios ou no simples, mas complexo, acto de, num moinho de vento, fazer farinha, que estas coisas aconteçam, bem feitas, sem o Mestre Artesão.

É este, o Artesão, que com o seu conhecer e o seu amor ao que faz, com o que faz e pelo resultado do que faz transforma uma matéria prima, por vezes informe, numa obra que cativa quem vê, identifica quem usa e serve de exemplo a quem conhece. Independentemente da complexidade do seu conhecimento, sem a sua sensibilidade especial de Artesão a obra nunca atingiria um estatuto de transcendentalidade. Gostaria, muito, que enquanto fotógrafo de casamento pudesse, no meu desempenho, transmitir essa alma, a do artesão.

Texto e foto;: Fernando Colaço

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