This is a wedding photo

 

These hands does not belong to the bride neither the neck is from the groom. But it is a wedding photo. And if it was made by request, I am sure, does not end so well.  That is why it is born from the method which give me more security in the cover of the wedding and with the most absolutely truth: wedding photojournalism.  I know I am not a photojournalist from the news that bring to us those events from the real, and sometimes very hard, life around the world with photos that make us to rethink our life and our view of the world. Those photographers, sometime with the risk of their life, will go there where nobody want to go and bring to us the news that, most of the times are so different from roses of our back yard. And tose photographers I admire and respect.

But, because I respect them, I will use their method of work of not doing part of the action and as observer at a near distance, in a way to not be part, and not far enough to not understand what is happening. I try do have attention, to be fast in the event and observe the things nobody in the party is positioned do look and, using the little rectangle in the front of my right eye, catch that moment to some sort of eternity that photography can do and, in the fure, someone will observe with some delight, I hope.

In fact, and thinking a bit, I am a sort of a moments thief which I pick up inside my bag of treasures and, after, like Robin Wood, I will devolve to someone that will need that moment again, because it was a glimpse of someone life in some piece of time in this universe. I just hope that the viewer will feel the same sincere truth of these hands around the neck that they have chosen. If this is truth I will go as a wedding photographer, yes I will.

ESTA É UMA FOTOGRAFIA DE CASAMENTO

Estas mãos não são da noiva nem o pescoço é do noivo. Mas é num casamento. E se pedida não sairia tão perfeita. Daí poder ser filha, a foto, do método que me dá mais segurança para fazer uma cobertura de verdade: o foto jornalismo de casamento. Não que me queira intitular de foto jornalista, daqueles dos jornais e revistas que nos trazem a verdade crua da vida em locais longe do nosso e que, por vezes, nos fazem repensar sobre que mundo é este que nos rodeia. Esses que, por vezes, com o risco da vida, chegam onde já ninguém vai para contar, a quem cá está, que afinal existem coisas que são bem diferentes do nosso florido quintal, têm todo o meu respeito e admiração

  Digamos que em homenagem, que me merecem, me apodero do seu método de não fazer parte da acção e como observador a distância perto o suficiente para não ser já parte ou longe o suficiente para não perder contexto, tento ser atento e lesto o suficiente para, naquele evento, reparar nas coisas que mais ninguém está, ali, com intenção de reparar, usar o rectângulo que se me oferece ao olho direito para preservar num outro espaço e num tempo que se pretende com alguma eternidade, a foto, aquela gota de realidade apanhada a ser preservada noutra textura, dimensão, cores ou tons mas que faz o interprete reviver  e ao mero observador, se resultou, algum deleite.

  De facto e pensando bem sou uma espécie de ladrão de momentos que guardo em saco de tesouros que, depois, vou devolvendo, qual Robin dos Bosques ou o nosso Zé do Telhado, a quem delas vai precisar para, de vez em vez, reviver uma história que foi a sua ou a quem dela, também, fez parte. Como estas belas mãos, de certeza, sinceras em pescoço que escolheram. Enquanto for assim continuarei a ser, com grande gosto, fotógrafo de casamento.

Texto e foto: Fernando Colaço

De um casamento na Quinta da Serra em Sintra

Share This:

Leave a Comment

  • (will not be published)

Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.