Fotógrafo de casamento como artesão, parte 1

   Vivemos , hoje, tempos que nos deslumbram com o que a tecnologia nos oferece. Como fotógrafo não posso deixar de ser um desses deslumbrados. Por um lado porque essas novas da tecnologia, ainda nova como a digital, onde os algoritmos dos programas ditam as leis e as regras, me proporciona possibilidades fotográficas impensáveis à muito pouco tempo. Por outro lado porque, ainda que o tempo da infância já esteja apenas nas memórias, gosto de brinquedos. I am a boy and I like toys.

   No entanto não sou daquelas pessoas que se encantam e deleitam com tudo o que é novidade tecnológica e faço logo a triagem imediata para saber se me vai ajudar a fazer melhor o que faço. E fazer é o que me move. Sinceramente, hoje em dia, já não tenho aquele wow quando qualquer novidade vem a lume.

  Vem isto a propósito do tema que deveria ser por inteiro o meu assunto de hoje. Desde muito tempo que a esmagadora maioria de nós ganha o seu vintém fazendo coisas completamente dependentes da tecnologia pertencente à área onde trabalhamos. Pouco, hoje em dia, é feito sem que dessa tecnologia não dependamos mas sem aquela liberdade de fazermos o que gostamos com o seu uso. Daí me considerar, humildemente, alguém com um grande privilégio. Poder usar a tecnologia como ferramenta e, com ela, ver-me como os artesãos que ao longo dos tempos produziram aquelas coisas bonitas que nos enchem a alma tornando a nossa existência mais leve. É, garanto, com essa humildade, por saber que pertenço a um grupo de poucos, que tento dar sempre o melhor que souber quando alguém me confia o dia do seu casamento para fotografar. Não tenham a mais pequena dúvida.

   The times we live are astounding with what the technology offer to us. As a photographer I am, of course, one of that dazzled of the contemporary days. Because that new things of the, very young, digital technology, with algorithms from the apps that are dictating the lows and rules, give me photographic possibilities inconceivable some years ago. Also because, with childhood only in my memory, I like toys. I am a boy and I like toys.

   However I am not one of that persons that accept  with some enchantment every new technological things and, immediately, I ask myself if this will help me to do better what  I do. And, doing it is what move me. Sincerely I do not have that wow with all new events of technology. 

   But that was just to approach my today´s subject. Since the beginning of the industrial days the most of us get is cent to live doing things completely dependent of the technology belonging to our kraft. Not much things can be done without that and, unfortunately, the freedom to create something that could be called our own. That is why I consider myself a privileged. I can use technology as a tool and, like the old artisans that produced the beautiful crafts to fulfill our yes and our soul and make our existence more light. It is, I assure with humbleness, because I know I belong to a group of few, that I always do my best when someone trust me his wedding day to photograph. Do not doubt even a bit.

Texto e foto: Fernando Colaço

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