Olha para mim…estamos casados!…

Volta e meia ao perguntar a alguém como foi a noite de ano novo, tenho como resposta que foi uma noite como as outras. É evidente que sim. Mas, na nossa natureza de humanos temos uma faceta a que chamamos cultura e essa cultura vive, fundamentalmente, de simbologias. Para, nos tempos antigos, marcar o fim das colheitas, a data de um solstício, um momento lendário ligado à criação de uma comunidade ou todos os anos querer uma renovação que se festeja com festa e como passagem para aspirações sempre melhores.

Foi com estes pensamentos que escolhi esta fotografia para o post de hoje. Sendo adepto de fotografias simples na concepção, sem artifícios para além do envolvimento no cenário, sobra apenas  a capacidade, e verdade, dos personagens de modo a transparecer a verdadeira importância simbólica do dia. O amor e o estar feliz por terem decidido que existisse este depois do sim algumas horas antes.

De certeza que a Filipa e o Pedro vão, no tempo, confirmar esta fotografia e eu orgulhoso por tê-la apanhado. Sejam sempre muito felizes a seguir a todos os vossos anos novos.

Texto e foto: Fernando Colaço

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É uma festa de casamento

Normalmente costumo colocar aqui apenas as fotografias que incluem o casal do casamento que quero mostrar. Hoje resolvi aumentar um pouco o leque e dar uma pequena ideia, por um lado, de quem também lá esteve e, por outro, para completar melhor o que é uma festa de casamento fotografada por mim.

Digo com frequência que eu não faço fotografias, apanho-as. Esse é o meu prazer enquanto encarregado de contar a história do dia. E esse dia tem várias etapas que obrigam o fotógrafo a outras tantas formas de abordar os assunto. Tem os momentos em que, como gato curioso, sonda a melhor forma de emoldurar o assunto principal, o noivo e a noiva, por exemplo enquanto se preparam, tem o momento de resposta rápida e, armado em mestre de embarcação em alto mar, dita a regra para o retrato final depois de prontos e tem os momentos de canoista em corrida em rio bravo onde, além de seguir a corrente imparável,  ainda vai olhando para os lados à procura de foto acidental, que não se pode perder, para dar envolvimento ao assunto principal.

E isto em várias vagas de excitação e acalmia mas sempre sem o poder de decidir quando vem uma e a outra vai. Para não falar, porque já aqui ficou em artigo mais atrás, dos caminhos de e para, da falta de estacionamento com porta de igreja à espera e ás vezes GPS com mania de amigo partidento nos leva a sítio fora do sítio e, no fim, ficar aquela sensação saborosa de missão, bem, cumprida.

Daí ser sempre com algum orgulho sem mania que aqui mostro, em resumo porque há muito mais, o que foi o dia do casamento da Stephanie e do Luís com quem tive o grande prazer que partilhassem comigo o seu dia. Eu gostei.

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Fotografia de um casamento na igreja de S. Martinho em Sintra

 

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Foto de casamento na Quinta da Serra em Linhó-Sintra

 

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As festas na festa do casamento

Ou as meninas do coro. Como fotógrafo num casamento procuro sempre enquadrar as fotografias com elementos que, por um lado, mostrem o momento e, por outro, nos levem para o local, mostrado com moldura  adequada. Nada melhor que uma banda de Rock-a-billy com as suas melodiosas baladas dos anos 50, princípios de 60 quando o rock’n roll dá os primeiros passos e os seus cantores são, ainda, uma mistura de crooners das grandes orquestras de jazz abrilhantando os salões de festas dos grandes hotéis da América do pós guerra, onde a necessidade de ser feliz nos ofereceu as grandes baladas que, ainda hoje, nos embalam e os trejeitos de rebeldia de uma juventude que se começava a afirmar autónoma nos gostos, desejos e ideias.

Devo dizer que a Stefanie e o Luís, que aqui voltarão, souberam escolher. A banda encheu, agradou e fez show. Por isso esta foto quase parece saída de um daqueles salões onde a banda e as suas meninas do coro faziam furor a fãs ou, neste caso, convidados na festa do casamento.

Nem sempre os noivos são as estrelas das fotografias do seu dia. Essa parte é, também, uma das razões porque gosto de lá estar. Encontro sempre alguém ou grupo que chama uma das minhas lentes para roubar e levar para outra dimensão aquele momento, mas visto de outra maneira que não a dos próprios. E isso faz-me sempre voltar.

Texto e foto: Fernando Colaço

Uma festa de casamento na Quinta da Serra em Sintra

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