O momento na fotografia de casamento

   O que pode ser uma fotografia? Em primeiro lugar é sempre uma representação de algo que, de facto, esteve na realidade em frente de uma câmara fotográfica e da sua lente num dado espaço e em determinado altura. E ser uma representação é uma coisa muito importante porque transforma a coisa real, que deixou de existir, em algo que já é outra coisa e que vai permanecer. É costume dizer que uma fotografia é o congelamento de um momento que pertenceu, no tempo, a uma entidade, seja humana, animal ou outra. De facto, de certa maneira, assim é. Esse momento captado já não existe e se não fosse já fotografia nada restaria a não ser na memória de quem o viveu mas que não sentiu, o momento, da mesma maneira da perspectiva do fotógrafo.

   Isto é uma das coisas que me fascinam no meu trabalho de fotógrafo encarregado de fazer lembrar esses momentos. O que é engraçado é que a forma como os mostro são sempre de uma perspectiva completamente diferente de quem os viveu, sentiu.

   Esta fotografia mostra isso. O grupo de damas de honra da noiva fazem uma “selfie” completamente embrenhadas no processo. Eu, de longe e sem interferir com o momento, capto essa acção. O que elas estavam a fazer nada tinha a ver comigo, enquanto fotógrafo, porque não o estavam a fazer para mim. Assim a sua memória, desse momento, ficou em cada uma delas tendo o telefone como elemento aglutinador do grupo.  O que lhes vou mostrar, depois, é uma representação desse momento, visto de fora, para lhes mostrar como estavam. Esse lado do meu trabalho enquanto fotógrafo num casamento com a tarefa de mostrar, mais tarde, as representações das acções de quem lá esteve, no casamento, é duplamente interessante. Primeiro, da minha parte, saber sempre a melhor maneira de captar essa representação , segundo do, ou dos, fotografado o espanto de se ver numa perspectiva diferente da que sentiu, e lembra, naquele momento. Enquanto conseguir estabelecer esta ligação continuarei a fotografar.

Texto e Foto: Fernando Colaço

De um casamento na Nazaré por Fernando Colaço

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Casamento com festa na Quinta dos Alfinetes em Sintra

   Estamos num mundo que está sempre a mudar. Os hábitos, aos poucos, estão a mudar as culturas e as pessoas movem-se como nunca. Ser de uma nacionalidade começa a ter cada vez menos importância. Cada vez mais somos do mundo e ao mundo queremos pertencer. Por isso não é de estranhar que um português case com uma finlandesa e vivam na Holanda. Apesar do costume que diz que a celebração do casamento deva ser na casa da noiva, a escolha da Maria e do Duarte foi em Portugal e na bela vila de Sintra.

   Por outro lado não pude deixar de ficar contente por, mais uma vez, fotografar um casamento na Igreja de S.Pedro de Penaferrim, em S. Pedro de Sintra. Tem sido um lugar que me tem oferecido boas fotografias e casais satisfeitos. Apesar de relativamente pequena tem um não sei o quê que faz as minhas lentes e máquinas fotográficas felizes e sempre com grande vontade de trabalhar. O fim da tarde a revistada Quinta dos Alfinetes fez o pleno permitindo fotos de boa luz por baixo dos caramanchões, que abundam no jardim, a dar para, lá ao fundo, os sempre icónicos Castelo dos Mouros e Palácio da Pena e, lá para baixo, a Várzea até ao mar.

  Tenho por defeito gostar de vida dificultada nas coisas do meu trabalho. Não me satisfaz vida fácil. Não dá gozo mas, reconheço, que em cenários destes, Igreja e quinta para festa, não é preciso muito para fazermos o nosso trabalho como se ali estivesse tudo ao nosso dispor. E estava.

Texto e Fotos: Fernando Colaço

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A equipa do noivo no dia do casamento

   O dia do casamento é, sobretudo, celebração, encontro e festa. Antes disso, ou melhor, para chegar à celebração temos o princípio. A preparação. Na preparação vamos ter várias combinações. A que mais gosto é quando tenho muita gente à volta dos noivos. Normalmente a noiva tem mais acompanhamento mas quando, no noivo, está o “pessoal” a coisa ganha mais movimento.

   Escolhi esta fotografia como símbolo das tarefas em coisas onde os “gajos” não pescam grande coisa. Assunto complicado, coisa difícil de concretizar, com mistérios pelo meio ou necessidade de códigos cabalísticos que só “iniciadas” detêm esses segredos, como mais tarde aconteceu.

Trabalho de equipa” poderia ser o nome desta fotografia. No entanto pede uma outra, que vamos deixar em mistério, para esclarecer o solução do complexo problema: como fechar a mola dos suspensórios que, depois de muito pesquisa, troca de ideias, muita experimentação se achou por bem chamar alguém iniciado nestes mistérios, para resolver problema que poderia impedir o noivo, e seus companheiros, de chegar à fase seguinte do dia do casamento: a celebração. Esclareço que a detentora dos mistérios chegou, resolveu e salvou o grupo de grandes amigos.

Fotografia de casamento na Nazaré por Fernando Colaço

 

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