Um casamento com boas vindas ao Verão

   Estações do ano, meteorologia e calendário nem sempre ligam bem. Já não é a primeira vez que ao sair a caminho para fazer cumprir o destino das minhas máquinas fotográficas em dia de casamento, que a previsão longínqua para dia ideal, em casamento a abençoar, pode, pela falta de raios de sol que falham presença, não ser bem o que desejamos. Isto para dizer, de forma simples, que no dia do casamento da Inês e do João poderia não ser bem o que se tinha programado e que chuva, apesar do ditado, poderia obrigar a fugidas a fugir de gotas indesejadas. Assim foi, de facto, na primeira parte da tarefa.

   Para confirmarmos a importância do parágrafo de abertura é preciso dizer que era dia de festejar … o primeiro dia de Verão. O que é certo é que os ventos e as nuvens, tenho a certeza disso, de alguma forma souberam o que se estava a passar, conversaram sobre o assunto e assim que a noiva se transforma em tal, noiva só é noiva depois do vestido vestido, o dia de Verão veio, ainda que de mãos dadas com a Primavera e tudo foi como devia a partir daí.

   Fotografar casamentos tem um lado de aventura e desafio que, talvez, possa não parecer quando se pensa nisso. Mas é verdade. Tudo flui com uma rapidez alucinante, com corridas de automóveis pelo meio, ás vezes dignas de filmes americanos, com gêpêesses a errar na morada e Igrejas seladas com automóveis que nos impedem de arranjar um espacinho para o nosso e lá vai mais uma corridinha e presença a senhor padre como se tivéssemos sido finalistas de qualquer prova de atletismo olímpica. Pura verdade. Mas, também, é pura verdade que tudo isso acrescenta aquele desafio vital tornando o resultado, as fotografias, ainda mais gratificante. Não preciso de ir dar a volta ao mundo, ser campeão de atletismo ou automobilismo, subir montanhas ou descê-las a alta velocidade sobre esquis para sentir o sabor e a energia da adrenalina. Basta ser fotógrafo de casamento.

   Seasons, weather and calendar does not always harmonize well. More then once, when my photographic cameras go to fulfill her destiny at the wedding day, the weather is not what we expected when, some time before, was decided the day of the ceremony. This is a simple way to tell that the expected sunshine all day, for the wedding of Inês and João, maybe does not happen and the say that wet wedding is a blessing wedding was not the expected mood for the day. And…it was, at least for the first task of the day.

   To reaffirm the importance of the last paragraph  we must say that this wedding day was the day to celebrate…the first summer day. But, and I am sure of that, the winds and clouds must become aware of what was prepared, talked to each other about and since the bride become a bride, bride is a bride after the dress dressed, the Summer appeared still with hands with Spring and everything was as it should.

   Photographing weddings has this adventure side and challenge which, maybe, does not seems in a first thought. But is a proved truth. Everything flows with such hallucinating speed, with car races for the first place in the ceremony spot, sometimes like in the american movies, with Gpss giving us the wrong address, parking places sealing the church and making us to run like finalists of a olympic race to the presence of the priest asking for a moment to breathe before the here comes the bride. That is pure truth. But it is also truth that all that challenge give the result, the photos, more gratifying. It is not need to walk around the world, to be athletic or car champion, climb mountains or downhill with skates in our feet to feel the taste and energy of adrenaline. Just be a wedding photographer.

Texto e fotos: Fernando Colaço

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Cerimónia de casamento na Igreja Matriz de Castelo de Vide

 

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Uma sessão fotográfica com noivos no Jardim de Castelo de Vide

 

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As amigas, a noiva e o fotógrafo de casamento

Dificilmente uma fotografia destas seria possível do lado do noivo e seus amigos. Quando muito seriam encontrados alguns “defeitos” para dar em algumas piadas que sempre fazem parte do universo dos “gajos”. Na parte da noiva não é assim e encontro nesta fotografia toda uma série de dados que nos mostra que, de facto, somos de universos diferentes.

Primeiro deixem-me dizer que esta fotografia estava destinada a não ser feita. A minha primeira ideia para a cobertura da noiva a sair do quarto, onde se vestiu, seria ao lado de quem com impaciência a esperava, porque ainda ninguém tinha visto o vestido e muito menos a noiva com ele, como se a mais bela flor acabada de florir viesse a olhos frenéticos. Parecia óbvio que o importante seria fotografar como a noiva apareceria perante tão impaciente expectativa.

No entanto, no último segundo resolvo fazer o contrário. Coloco-me de modo a ter toda a cena e privilegiando a reacção de quem a espera. Numa fracção de segundo apercebo-me que tinha à minha frente um grupo feminino, de idades diferentes que além de proporcionarem uma bonita composição me iriam, de certeza, oferecer uma reacção muito especial. E foi o que aconteceu. Desde para quem noiva é princesa que deslumbra, quem também está quase a sê-lo, quem recentemente o foi, uma ou outra a suspirar por príncipe para lá chegarem e futura sogra a bisbilhotar para aprovação.

Vê-se que a decisão do fotógrafo de casamento foi a que deveria. Vê-se também que apesar de, numa primeira leitura, poder ter secundarizado a noiva, notamos que naqueles olhos sorridentes em todas as caras de espanto muito feminino, de facto, o assunto principal desta fotografia é a noiva. É, também, com fotografias como esta que tenho a certeza que o que faço é o que devo fazer e que perante decisão de fracção de segundo o meu instinto tem dado notas de me confirmar como fotógrafo de casamento. E assim continuará a ser.

This is a photo that was not possible to do with the groom and friends. Maybe the reaction could be to show some of the “flaws” of the suit and with some jokes about. That is more suitable with the universe of the “guys”. From the part of the bride it is not like that and I find, in that photo, some things that show us how different are those two universes.

First let me tell that this photo was not meant to be. My first idea was to cover the bride coming from the room, where she was dressed, near her friends expecting her, with restlessness, because nobody saw the dress yet and the bride with it like a beautiful blossom flower. It should be obvious that the important was to photograph the bride showing up before such impatient crowd.

However I decide to do the opposite at the last moment. I position myself in a way to have all that scene before me and giving importance to the reaction to what is coming. In a fraction of time I perceive myself that I have in front of me all the feminine universe in terms of age that, at least, will give me a beautiful composition and, as a bonus, a great reaction when the bride appears. And that happens. From those that the bride is a glamorous princess,  from those bride to be, from those bride already done, one or another still waiting for a prince and the future mother in law peeking for approval.

We can see that the wedding photographer decision was the correct one. We can see also, even if I had put the bride in a second plan, that with  all those smiling eyes and wonder faces, in fact, the first issue of that photo is the bride. It is also with photos like this that I am sure that what I do it is what I must do and before fraction of time decisions my instinct guide me to the right decisions giving me sure that I am a wedding photographer with body and soul.  And that must be for the future.

Texto e foto: Fernando Colaço

Fotografia de um casamento na Nazaré

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As noivas, as cabeleireiras e o fotógrafo de casamento

Como eu gosto de fotografar a preparação dos noivos. Aquele improviso constante que é necessário, ao fotógrafo de casamento, para poder contar aquela parte da história do dia pode, conforme a sua capacidade, ser um desastre ou, pelo contrário, um lambuzar de guloso em travessa de chocolates de vários tipos, feitios e proveniências. Eu lambuzo-me.

Falo da noiva, porque noiva tem mais diversidade, tipos, feitios, proveniências e resultados. Que me perdoem os noivos mas…noiva é noiva. É claro que falo do tipo dos cabelos e do que querem deles, falo da forma com que o vão querer e falo do lugar da transformação onde se entra crisálida e se sai borboleta. Tudo isto é nectar que atrai fotógrafo sem vontade de estar parado e desejoso de fazer sempre aquela fotografia, melhor que qualquer outra até ali.

O conjunto noiva, cabeleireira ou maquilhadora, espelhos e secadores, ganchos e pentes podem trazer maravilhas a fotógrafo guloso, se mais uma vez me permitem a alegoria, como se os melhores chocolates ali estivessem prontos a serem delícia mas para olhos gostadores de imagens.

How much I like to photograph bride and groom get ready. That constant improvisation necessary, from the wedding photographer, to tell that part of the story can, depending of his skills, become a disaster or to be a delicacy dish full of chocolates of all types, shapes and provenience. I just do not resist.

I speak about the bride because she have much more diversity, types, shapes, origines and results. I am sorry grooms but bride is…bride. Of course, I am talking about hair and what the brides want from them and the place where the transformation take place and the chrysalis become butterfly. All of this is like nectar atractting photographer, always ready to find the next best photo about that transformation.

The all, bride, hair dresser, make-up artist, mirrors, dryers, clasp and comb can do wonders to a gluttonous photographer, one more time the allegory, as if the best chocolates were there ready to be delicacy  to eyes greedy of great images.

Texto e Foto: Fernando Colaço

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